EXPERIMENTOS

 Vidigal: Memórias de um Sargento de Milícias

 

 Vidigal: Memórias de um Sargento de Milícias. Escrita por Millôr Fernandes em 1982, a peça foi inspirada no romance “Memórias de um Sargento de Milícias” de Manuel Antônio de Almeida, escrito em 1854. 

Lisistrata: Até onde você vai pelo seu desejo?

Representada pela primeira vez em 411 A.C., Lisistrata aborda um dos temas favoritos do autor Aristófanes: a paz. A guerra do Peloponeso continua ceifando vidas, fazendo viúvas, órfãs e mães desconsoladas. É nesse contexto que Lisistrata, uma mulher comum, movida por um desejo de ver seu marido de volta, resolve agir e fazer a diferença. Cansada de esperar, ela reúne as mulheres numa praça e faz o pacto que mudará o rumo de suas vidas. Lisistrata é uma palavra que vem do grego que significa, aquela que dissolve, separa exércitos. Assim como o seu nome, e como os gregos acreditavam, essa mulher estava com o seu destino traçado e foi até as últimas conseqüências para realizar o seu desejo.

A força desta mulher nos faz refletir sobre a nossa postura diante dos obstáculos da vida, inspira um sentimento de coletividade e propõe a mudança através das pequenas ações do dia a dia. Afinal, “Até onde você vai pelo seu desejo?”

Lisistrata é o resultado de um processo educativo realizado com estudantes das escolas públicas, Atheneu Norteriograndense e Profº Ulisses de Góes através do projeto ArteAção que é uma inicicativa da Casa da Ribeira em parceria com o Instituto Ayrton Senna e com patrocínio da COSERN.

“Gesto, Cascudo”

 

A peça “Gesto, Cascudo”  marca o nascimento do Grupo de Teatro Casa da Ribeira. A peça traz o pensamento e os sentimentos de Luis da Câmara Cascudo sobre o tempo, o gesto e a vida provinciana em Natal.

“Gesto, Cascudo”, que tem direção de Giovanna Araújo, dramaturgia e assistência de direção de Henrique Fontes e preparação corporal de Ana Claudia Vianna, foi um dos projetos do RN contemplados no BNB Cultural, com patrocínio do Banco do Nordeste.

Toda a montagem foi criada em processo colaborativo com os jovens que compõem o Itinerário Formativo 3 do Projeto ArteAção da Casa da Ribeira, Projeto este que tem o patrocínio do Instituto Ayrton Senna e da Cosern e que acontece nas escolas públicas o Atheneu e Professor Ulisses de Góes.

“Esses jovens estão em formação há 3 anos e esta é a terceira montagem deles e a primeira que tem um caráter profissional, sendo assim ela é a pedra fundamental para o nascimento do Grupo de Teatro Casa da Ribeira,” disse Edson Silva, gestor do projeto.

E o Grupo da Casa já nasce forte, sendo contemplado recentemente no Prêmio Myrian Muniz de teatro da FUNARTE e Ministério da Cultura. Em 2010 o grupo irá realizar 40 apresentações para escolas públicas e em 4 cidades do interior potiguar.

“Gesto, Cascudo” tem a característica das montagens teatrais contemporâneas, ou seja, um trabalho coral, não linear, com mistura de linguagens cênicas. Utilizando desses recursos para recontar histórias que se passam na memória de um homem de bom-humor ímpar e que revive sua infância construída a partir da solidão, da curiosidade e do sonho.

Essas lembranças crescem à medida que o tempo da peça passa, retratando também as mudanças em Natal e uma brava luta para se manter os hábitos locais. Os pensamentos de Cascudo pesquisados em “O Tempo e eu,” “História dos nossos gestos”, “Meleagro,” no livro de Diógenes da Cunha Lima: Cascudo – Um Brasileiro Feliz, além de sábias frases e histórias retiradas de suas Actas Diurnas (artigos publicados no jornal “A república” e republicados no site Memória Viva por Sandro Fortunato e Daliana Cascudo) guiam o desenvolvimento da história que é contada por 6 jovens atores. Esses jovens descobririam que essa história é também a própria história deles.

Durante o processo de pesquisa para a montagem do espetáculo, o Grupo de Teatro da Casa foi recebido por Daliana Cascudo, neta de Câmara Cascudo, que acolheu e deu suporte para os criadores da história.

“O espetáculo “Gesto, Cascudo” tem a capacidade de nos surpreender de forma irreversível ao apresentar um CASCUDO totalmente diferente da biografia oficial, através de uma linguagem teatral, peculiar e única. Nele CASCUDO deixa de ser um só e passa a ser vários. Ele é a própria cidade do Natal e aparece, um pouco, em vários de seus personagens. Somos todos, um pouco CASCUDO e ele é, muito, da nossa terra!”, disse Daliana Cascudo, Diretora do Memorial e do Instituto Câmara Cascudo

Uma feliz coincidência desse processo é que a maioria dos jovens que integram o Grupo da Casa, estuda ou estudou na escola Atheneu Norte-riograndense, que este ano completa 175 anos e onde Cascudo foi aluno, professor e diretor.

A estréia de Gesto, Cascudo e do Grupo de Teatro da Casa da Ribeira têm a intenção de partilhar os valores e sentimentos de fé, solidão, incentivo aos talentos, sonho e “intriga do bem”, tão caros e defendidos pelo Professor Cascudo.

 

 

 

 

 

Itinerário Formativo 2 

Arquivo blog ArteAção

 

 Decote Um Recorte

 

          Decote é uma recriação do mundo ficcional de Nelson Rodrigues, realizado originalmente pelo Grupo de Teatro Atores de Laura – RJ. Esse texto recebeu entre outros o prêmio Coca Cola de teatro de melhor espetáculo e melhor texto em 1996. Essa nova adaptação de Decote traz o resultado da experiência vivenciada pelos educandos do projeto Arteação 2008, a partir de questionamentos, inquietações de assuntos como morte, fidelidade, afetividade, sexualidade e relações familiares.

 

          O processo de escolha do texto foi coletiva, realizada pelos núcleos de trabalho do projeto (Interpretação, Iluminação, Cenografia/Figurino e Vídeo arte registro) potencializando a escolha e promovendo o desenvolvimento humano.

          Dividido em oito quadros o texto Decote foi levado à sala de aula e passou por uma releitura que resultou na adaptação que e foi levado ao palco da Casa da Ribeira. Agora com cinco quadros e com uma linguagem própria dos educandos.

          Todo o processo de montagem foi realizado por educandos do projeto. São 21 atores, 12 iluminadores, 08 Cenógrafos/figurinistas e 12 vídeo makers todos trabalhando em conjunto, com idade entre 14 e 18 anos da rede pública de ensino. O projeto Arteação é uma iniciativa do Centro de Educação e Cultura Casa da Ribeira em parceria com o Instituto Ayrton Senna e a Cosern. Participam deste projeto as escolas Atheneu Norte rio-grandense e Escola Estadual Professor Ulisses de Góis.

          Decote é uma forma bem humorada de falar de assuntos cotidianos e ao mesmo tempo trágicos. Com um texto envolvente e de fácil entendimento, é uma provocação ao público expondo questões das quais muitas vezes deixamos de observar.

 

imagem arquivo blog ArteAção

 

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Itinerário Formativo  3

 

 

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Rinocerontes

 

          O Rinoceronte, texto do dramaturgo francês Eugenio Ionesco, trabalhando com teatro do absurdo, os educandos do primeiro Itinerario Formativo poderam expor seus conhecimentos adquirido em 2 anos de aprendizagem. O processo de escolha do texto foi coletivo, realizado pelo grupo, onde há educandos das áreas de Iluminação, Cenografia/Figurino e Interpretação, potencializando a escolha e promovendo o desenvolvimento humano.

 

          Rinocerontes pretende chamar a atenção, questionando a maneira como que cada jovem/adulto se comporta em relação às diferentes tribos das quais fazem parte: as torcidas organizadas, os emos, os workaholics. A peça, na versão do coletivo, também questiona a inversão de valores dessa época, o álcool, a busca incessante das pessoas por alguma coisa que as complete, enfim a angústia que todos nós, em maior ou menor grau, vivemos.

 

          Apontando idéias aos espectadores, levando assim a uma reflexão onde o espectador possa formar sua opinião e se reconheça – ou não- como um rinoceronte, pertencente a uma tribo ou resistente à ela.

 

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“Uma História de Lenços e Ventos”


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“Uma História de Lenços e Ventos”


  A fabula de Ilo Krugi conta a historia de Azulzinha, um lencinho do quintal que sonha em aprender a voar para sair em busca de novas paisagens. E de tanto tentar, um dia se deixa levar por um vendaval para lugares distantes, onde experimente a saudade e descobre valores como a determinação e a amizade. Os lencinhos amigos de Azulzinha pedem ao papel para tentar resgatá-la do castelo medieval em que está detida pelo Rei Metal Mau e seus soldados. O papel enfrenta alguns perigos, desafia o Metal Mau para um duelo e consegue salvar a sua amiga.

  O Processo de Uma História de Lenços e Ventos nasceu com a pesquisa dos educandos do então Itinerário Formativo 1 em 2007, para a montagem do que seria apenas o Experimento 2. Durante o processo, os educandos pesquisaram em bibliotecas e sebos da cidade, livros de contos, crônicas, romances e peças que pudessem ser montados e comunicassem o que eles queriam dizer. O livro escolhido foi justamente uma peça de Ilo Krugli – Historia de Lenços e Ventos, que além do experimento 2 virou o espetáculo de fim de ano. A montagem passou por vários momentos, entre processos de escolhas de personagens, de cenografia, experimentos com luz. Até que estreamos em Dezembro de 2007 na Casa da Ribeira, cumprindo temporada de 8 apresentações para o público da cidade em geral e das escolas em específico. O dia-a-dia de montagem e desmontagem, chegada e saída do Teatro da Casa, ofereceu oportunidades memoráveis de convivência e do fazer teatral. Ali começava a se desenhar o que hoje seria o Grupo da Casa da Ribeira.

 

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Atualização em andamento Aguardem…

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